STAKEHOLDERS NA REVOLUÇÃO 4.0

Os terceiros interessados e/ou afetados, direta e/ou indiretamente pela organização e suas atividades são denominados stakeholders.

Atualmente, estamos vivenciando a Revolução Industrial 4.0 que se traduz numa crescente e progressiva automação de processos, acompanhada de ações de robotização e digitalização que têm produzido grandes impactos, extrapolando os limites das indústrias, alcançando outras esferas como as do comércio e da prestação de serviços.

A Revolução Industrial 4.0 promete proporcionar maior eficiência produtiva, diminuição de custos com mão-de-obra, redução de prazos em geral e maior interatividade com o público consumidor através das relações em ambiente virtual.

Neste contexto, as empresas terão que rediscutir suas estratégias na tentativa de rapidamente avaliar os reais impactos em seus negócios e atividades, inclusive, no que diz respeito aos possíveis movimentos de aumento, redução e/ou modificação de seus stakeholders.

Mudança de paradigma

As organizações em sua essência foram idealizadas para desenvolver suas atividades de forma que pudessem gerar lucro para seus donos. Ao longo da história, essas mesmas organizações, para concretizarem seus objetivos, enfrentaram grandes desafios na busca de modernização, inovação e crescimento.

Na segunda metade do século XX, o paradigma da visão da empresa como ente exclusivamente determinado à produção e comercialização de bens e serviços, com o objetivo exclusivo de gerar lucro para seus proprietários, começa a ser mudado e redirecionado para outras abordagens.

Tais abordagens, paralelas e convergentes, baseiam-se no entendimento de que outros atores, quais sejam, clientes, fornecedores, concorrentes, governos, instituições e até a própria sociedade de consumo também devem ter suas necessidades, ambições, anseios e decisões levadas em conta pelas empresas, sobretudo na avaliação de suas estratégias, seus negócios e na consequente geração de lucratividade.

Dessa forma, o principal objetivo de uma empresa – qual seja o de gerar lucro para seus acionistas – passa a ser influenciado por profundas mudanças que obrigarão as organizações a pensarem de forma rápida para a formação de alianças e parcerias estratégicas.

Assim, há uma profunda mudança de foco que, nesse contexto, é completamente redirecionado para a sobrevivência da própria organização ao longo do tempo, de forma saudável e lucrativa para todos os interessados e/ou afetados, direta e/ou indiretamente, por ela mesma e pelas suas atividades.

Estratégia alinhada com todos os atores

O avanço tecnológico tem provocado grande impacto nas organizações, bem como nas relações da mesma com seus stakeholders.
Assim, o grande fluxo de informações disponíveis combinado com o amplo movimento de automação das empresas, provoca a diversificação das relações, pessoais e profissionais, sobretudo em ambiente virtual, obrigando as organizações a reverem suas estratégias, bem como reavaliarem seus objetivos e, consequentemente, ampliarem sua visão analítica e seu entendimento sobre todos os atores do mercado.
As empresas terão que ir além de conhecer seus stakeholders, identificando e entendendo também o potencial efetivos dos mesmos em cooperar e contribuir com a própria organização e com suas atividades, assim como avaliar o potencial dos mesmos de ameaçar e atrapalhar os negócios.
Na verdade, a maioria das organizações ignora o potencial cooperativo dos stakeholders, inclusive, o potencial efetivo dos mesmos de proporcionar alianças e parcerias com outros stakeholders. Tal potencial cooperativo é justamente um dos grandes diferenciais trazidos por aqueles que se relacionam com a organização e suas atividades.

Assim, é vital para as organizações, conhecer os potenciais de cooperação e de ameaça dos atores do mercado, para que erros sejam evitados na implementação de planos contrários aos dos próprios stakeholders, da mesma forma que planos convergentes ao envolvimento e absorção de cooperação dos mesmos possam ser efetivados.

Enfim, as organizações devem prosseguir na busca continua de evolução em suas capacidades gestacionais, para alinhar seus objetivos com seus stakeholders. Assim, metas e tarefas nascerão dos objetivos alinhados e serão compatíveis com os potenciais de todos os atores envolvidos.

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